Novo tratamento para Esôfago de Barrett chega ao Brasil

Procedimento, menos invasivo que uma cirurgia, é feito através de endoscopia

Um novo tratamento, feito através de endoscopia e que acaba de chegar ao Brasil, pode ajudar as pessoas com Esôfago de Barrett a tratarem a doença. Chamado Barrx, ele realiza a ablação do Esôfago de Barrett através de radiofrequência para retirada das células doentes. Dessa forma, o órgão retorna à sua condição normal.

O Esôfago de Barrett é uma doença que atinge cerca de 10% dos pacientes que convivem com refluxo gastroesofágico por muitos anos. Ele caracteriza-se pela mudança nas células do esôfago e é considerado pré-maligno, ou seja, pode causar câncer. Segundo a literatura, 1 entre cada 1200 pacientes com Esôfago de Barrett evolui para câncer.

“Este tratamento tem se mostrado eficiente e, além de evitar o câncer, também melhora muito a qualidade de vida do paciente. É um procedimento simples, rápido e ambulatorial. É feito através de sedação, sem necessidade de anestesia geral”, explica o médico endoscopista Admar Concon Filho. De acordo com ele, é acoplado com cateter na ponta do endoscópio, que é introduzido no esôfago do paciente. “Nós fazemos movimentos suaves, que vão ablando o local. Dessa forma, toda a mucosa doente é removida”, conta o médico.

O uso de radiofrequência, também por endoscopia, já é utilizado para o tratamento da Doença do Refluxo Gastroesofágico, com o método Stretta. “Agora também podemos tratar o Esôfago de Barrett, que é como um agravamento do refluxo. Este tratamento pode diminuir o número de casos de câncer de esôfago”, destaca Concon. De acordo com o INCA (Instituto Nacional do Câncer), cerca de 12 mil casos de câncer do esôfago são diagnosticados por ano.

O endoscopista comenta que não há sintomas específicos do Esôfago de Barrett. “O que faz o paciente procurar o médico são os sintomas do refluxo gastroesofágico, que costumam ser azia, arroto, indigestão, náusea, boca amarga, tosse crônica após alimentação e aumento de gases. O diagnóstico, então, é feito por endoscopia e biópsia e posterior exame anátomo-patológico”, explica.

“Quando o paciente está em uma fase inicial da doença, ele é submetido a um tratamento com medicamentos e mudança de hábitos, mas é importante destacar que o tratamento é para o refluxo. Não há um tratamento específico com medicamentos para o Esôfago de Barrett. Já nos casos mais avançados, é realizada uma cirurgia. Agora, temos mais esta opção, que evita que o paciente seja submetido a um procedimento mais invasivo”, afirma Concon.

Informações à imprensa:
Capovilla Comunicação
Patrícia Capovilla
(19) 99284-1970

21/03/19


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