Cirurgia metabólica é eficiente no combate ao diabetes tipo 2, mesmo antes da perda de peso do paciente

No Dia Mundial de Combate ao diabetes, cirurgião explica como o procedimento age no paciente

 

Os resultados da cirurgia metabólica, aprovada pelo CFM (Conselho Federal de Medicina) para tratamento de diabetes tipo 2, começam a aparecer no paciente muito antes da perda de peso. Especialistas costumam chamar de efeitos antidiabéticos do procedimento. No Dia Mundial de Combate ao Diabetes, comemorado em 14 de novembro, o cirurgião bariátrico Admar Concon Filho explica de que forma a cirurgia age nos pacientes para reverter a doença, que, segundo informações do Ministério da Saúde, acomete 8,9% da população brasileira.

 De acordo com Concon, a técnica de cirurgia metabólica indicada para esses casos é a chamada bypass gástrico, em que é realizada a redução do estômago do paciente e um desvio do intestino. “Dessa forma, o alimento chega mais rápido à parte final do intestino delgado e isso faz com que o corpo produza hormônios, que estimulam o pâncreas a produzir mais insulina, e substâncias, que reduzem a resistência à insulina. Por isso, os efeitos costumam aparecer muito antes da diminuição do peso, em alguns casos, ainda antes da alta hospitalar”, destaca o cirurgião, que é membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica. Ele reforça, no entanto, que a perda de peso e a mudança de hábitos são importantes para manter os resultados alcançados com a cirurgia metabólica.

 A cirurgia metabólica é o mesmo procedimento da cirurgia bariátrica, mas com finalidades diferentes. Enquanto na bariátrica, o objetivo principal é a redução do peso, na metabólica, é o controle de doenças. A perda de peso é um “efeito colateral” da cirurgia.

 Após anos de pesquisa sobre o tema, o CFM liberou, em dezembro do ano passado, a cirurgia metabólica para tratamento de diabetes tipo 2 para pacientes com IMC (Índice de Massa Corporal) entre 30 Kg/m2 a 35 Kg/m2. Até então, a cirurgia só era permitida para pacientes com IMC acima de 35.

 O diabetes tipo 2 é uma doença crônica e progressiva, considerada o “carro chefe” que leva a problemas cardiovasculares. Ela também pode causar ACV (Acidente Vascular Cerebral), insuficiência real e cegueira.

“O diabetes é uma doença séria e cada vez mais comum. De 2006 a 2016, o número de brasileiros com diabetes aumentou 61,8%. Estima-se que cerca de 14 milhões de pessoas tenham indicação para a cirurgia metabólica. São aqueles pacientes que não conseguiram sucesso no tratamento clínico”, comenta o cirurgião.

 Pelas regras do CFM, o paciente só pode ser submetido à cirurgia metabólica se se enquadrar em vários pré-requisitos. Além do IMC e da falta de resposta ao tratamento clínico, a pessoa precisa ter, no mínimo, 30 anos e, no máximo, 70 anos. Também é necessário ter menos de dez anos de diagnóstico de diabetes.

 De acordo com os estudos analisados para a aprovação, a cirurgia metabólica é segura e apresenta resultados positivos de curto, médio e longo prazos, diminuindo a mortalidade de origem cardiovascular, conforme demonstram estudos prospectivos pareados com mais de 20 anos de seguimento, séries de casos controlados, além de estudos randomizados e controlados.

 

Sobre Admar Concon Filho

Admar Concon Filho é membro titular e especialista pelo Colégio Brasileiro de Cirurgia Digestiva, Colégio Brasileiro de Cirurgiões e Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva, além de membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica e membro da International Federation for the Surgery of Obesity and Metabolic Disorders.

 

 Informações à Imprensa:

Capovilla Comunicação
   Patrícia Capovilla

(19) 99284-1970


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